Você tem um amigo que só usa Linux e vê ele usando terminal toda hora? É, este misticismo (o de uso contínuo do terminal) é um fracasso quase certo para os mais leigos. Antigamente, você poderia usar o terminal no Linux, que até no Windows era usado. Contudo, essa moda passou, e até mesmo na nova geração do Linux ele não é mais usado como antes. Pois agora o sistema quer facilitar ao máximo para o usuário leigo.
Antes de tudo, vou ressaltar uma coisa: Terminal é aquela tela preta com letras brancas que muitos de vocês devem ter medo utilizar(imagem acima). Caso você queira se aprofundar mais no caso, nada que um Wikipédia resolva.
Antigamente, bem nos primórdios do computador, nós tinhamos de usar um terminal e não era Linux, era computador normal, e muitos sistemas eram feitos pela Microsoft e usados em empresas. Me recordo muito bem das palavras que saíram diretamente das cordas vocais do meu avô, em que ele trabalhava e tinha a tela preta para editar tudo que ele tinha de fazer, e era uma maravilha, funcionava que era uma beleza. Obviamente não tinha mouse, nem nada parecido. Hoje ele vai mexer em um computador, e a realidade muda, e muda muito. Naquela época, não tinhamos inventado a realidade das interfaces gráficas que nos atrai com a sua beleza exorbitante. Quando o Linux foi lançado, tinha sim uma interface gráfica, mas não era como a de hoje, era tudo voltado ao terminal.
Até um certo tempo, quem usava o Linux era um gênio da rodada por ter que mexer em trocentos códigos no terminal do sistema. Víamos sistemas sendo instalados diretamente do terminal, e todos eles saiam da ponta da língua do dedo de alguém. Por isso o Linux tem essa popularidade que o terminal é a alma do sistema, os usuários olhavam pra aquela tela e corriam de medo, hoje a história é diferente.
Não quero mudar opinião de que a plataforma é um lixo, ou é a melhor do mundo. O que eu quero é explicar que o terminal é algo quase abolido para o Linux quando os leigos estão usando. Quando comecei no mundo Linux, eu tive o receio que teria de decorar 200 códigos para fazer ele funcionar, e claro, e decorei vários pois sou usuário avançado e sou dependente do terminal para fazer a festa que o Linux nos proporciona. Na época, eu usava Ubuntu 9.04, era bem mais prático instalar coisas pelo terminal, não existia a facilidade de hoje. Instalava tudo da forma mais complicada possível, usando pacotes em .bin, que se instala digitando códigos. Hoje, na versão 10.10, e agora na versão 11.04, temos o mundo simples para instalar, tudo direto de uma central adaptada só para isso. Temos aquela “loja” de aplicativos – sem querer polemizar, mas a Central de Programas do Ubuntu e de outras distros chegou antes da Mac App Store e até mesmo da própria App Store de iPhone – cheio de requisitos importantes e pá!
Para instalar é bem simples, basta abrir o que baixar (só se for em .deb) e ele instalará, simples assim. Só queria mesmo alertar que hoje nada se cria só pelo terminal. Esta ideia que o terminal é sinônimo dos sistemas em bases UNIX e Linux é tudo lenda, você não precisa dele para instalar nada. Você pode pegar um Ubuntu da vida aí hoje, sem tocar numa tecla do teclado se quiser, só terá que escolher senhas, nomes de usuário, algo que todo mundo sabe fazer.
Então, repense antes de falar qualquer besteira sobre isto. Estarei repassando dicas futuras para vocês se livrarem do terminal, mas antes de tudo, e para fechar esta postagem explicando sobre que o terminal não é necessário nem abrí-lo, faça o seguinte. Quando baixar seu Ubuntu, se baixar ele, abra o menu que fica no topo “Aplicativos” e procure por “Central de Programas do Ubuntu” e lá está sua fuga do terminal.
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